eu juro que sim!
Isso que está escrito, não é ficção ou invenção, é a mais pura verdade.
Peguei o meu carro, na época um “belo corcel”, “amarelo ouro”, pode?
Saí de casa com bastante antecedência, pois ninguém está livre de um imprevisto ( pneu furado, no máximo). Bem, já tinha andado mais de 20 minutos... Quando o carro parou... Gente, o carro parou, enguiçou!
Entrei em pânico! Olhava para um lado, mato; para o outro, mato também. Já devia estar enguiçada há mais ou menos 1 hora. Vejo um carro se aproximando... Era um amigo que tinha um táxi. Parou, olhou examinou, como se um médico fosse, e disse textualmente:- Nada de mais, só a bobina que queimou. (Será que hoje ainda existe bobina em carros?) Mas não tem problema, me aguarde que vou a Miguel Pereira e volto com uma bobina nova. Em 30 minutos estarei de volta... Só que não voltou... Mais algumas horas e veio: a sede, a vontade de fazer pipi e, o que era pior, o medo, o pavor, um sol de verão, uma solidão de deserto... E nada....
Parei, ou melhor, já estava parada, mas tentei me acalmar, parei de chorar, e pedi a Deus que fosse feito alguma coisa. Encostei-me no carro, na parte de trás, e olhei ao longo e vi um telhado bem rústico... E para lá me encaminhei... Muito medo de cobra, de cachorro que começou a latir, mas cheia de coragem. Veio ao meu encontro um senhorzinho de chapéu de palha, uma cigarrilha no canto da boca um sorriso sem dentes, e disse: - Dona que tempão a senhora está parada ai, quer uma aguinha fresquinha? Claro que aceitei... Perguntou-me: o que tinha acontecido com o carro? Por que o homem parou e foi embora? Por que eu tinha ficado na frente do carro e não na parte de trás?... Enfim o hominho gostava de falar... E eu, claro, estava super feliz, já não estava só, o medo acabou. Contei o que tinha acontecido com o carro, que eu achava que o motorista tinha me esquecido e que tinha uma peça que havia queimado.
Fomos... E a primeira coisa que vi foi uma bobina velha... Peguei-a. O motorista que me esqueceu, tinha mexido nela e eu vi como fazia. O senhorzinho não me acompanhou até o carro, mas a bobina serviu perfeitamente. Desliguei o carro e voltei para agradecer ao senhor, e lhe disse que mais tarde voltaria para devolver a bobina, pois outra pessoa poderia precisar. Ele disse que não havia precisão. Bem... Cheguei para o encontro já quase às 15h00, mas antes passei para comprar a peça nova.
Fiquei muito comovida, vi que anjos existem! Basta ter fé, afastar o medo, e acima de tudo, crer em nosso Deus interior.
Beijos

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